Enfim meu primeiro dia como estudante universitário. Depois de quatro anos queimando pestana, passando por maus bocados e correndo atrás sem pensar duas vezes enfim estou aqui. Foi fácil?…não, me custou muito, tive que deixar muita coisa pra trás como a cidade em que nasci e fui criado e todos que eu amava - e ainda amo - que por ali ficaram mas que levo comigo em cada célula do meu corpo.
La estava eu na ETDUFPA – Escola de Teatro e Dança da UFPA. Um prédio com característica neoclassicistas – muito bem conservado diga-se de passagem - todo pintado em em tons salmão e marrom com muitos detalhes em madeira. A euforia do momento me fazia associado a Hogwarts a escola de Harry Potter devido a sua arquitetura. Logo fui para a cantina nos fundos da escola em frente ao teatro esperando encontrar algum conhecido ou quem sabe conhecer alguém.
A primeira aula se chamava “Trajetórias do Ser” (o motivo de hoje eu estar aqui escrevendo neste blog) aula essa que eu não fazia idéia do que se tratava! Perguntei um colega “o que ser trajetórias do ser?” e ele paciente mente me explicou que se tratava de uma aula de autoconhecimento q traçaria um mapa de cada um de nós - o que me assustou confesso! – e que era uma aula bem dinâmica.
Tomados pela euforia do primeiro dia como calouros, todos conversava e riam alto na lanchonete em frente ao teatro, e quando tínhamos nos dado conta já estávamos todos entrando em sala de aula, era a primeira vez que eu iria ver todos os meus novos colegas de sala, até então eu so tinha conhecido alguns poucos durante a semana acadêmica. Então estávamos todos la, sentados em circulo no chão da sala, uma sala com uma energia estranha pra mim, tinha as paredes todas pretas e o chão e o forro todo em madeira muito bem lustrada.
Já tendo todos chegado, eu enfim conseguia ver os rostos de cada um dos meus colegas de sala que por tanto tempo idealizei, nem um batia com os da minha imaginação - como de costume – mais me pareciam em maioria muito simpáticos, suas roupas coloridas entravam em contraste com o preto das paredes, fazendo parecer somente a professora - a única toda de preto – fosse a única que fazia parte daquele todo. Ela ficou feliz por ter toda aquela variedade de etnias em sala, comentou de três meninas sentadas uma ao lado da outra - uma morena outra ruiva e outra loira - comentou também a mim, elogiando meus traços e cor da minha pele – eu tímido como sempre abaixei a cabeça sem jeito – e depois comentou sobre tantos outros alunos um com traços árabes outro com traços indígenas. Percebi que realmente tínhamos uma sala com etnias bem variadas.
Fomos então apresentados a nossa professora, ela era a única sentada em uma cadeira na sala, muito simpática, tinha uma fisionomia forte e robusta me lembrando um pouco a professora de Herbologia de Harry Potter, vestia uma camiseta e uma saia longa – ambas pretas – ela se chamava Vlad. Depois de se apresentar e explicar do que se tratava a aula – confirmando o que o colega da cantina tinha me dito – seu primeiro pedido foi que tirássemos tudo o que não nos era necessário naquela aula. Alguns tiraram pulseiras, brincos e anéis, alguns meninos tiraram a blusa – um chegou a ficar de cueca – e tive até a impressão de ter visto uma das meninas sem o short, já eu mais tímido tirei uma nota de dois reais que tinha no bolso e meus óculos. Ah! Antes que me esqueça entre um pedido e outro ela pediu que freássemos um blog - e por isso estou aqui – com comentários sobre as nossas aulas com ela. PS.: VALENDO PONTO HEIN!!!
A tarefa seguinte era escolher um dos colegas de sala e chamalo para conversar e conhecelo melhor. Não demorou muito para que se desse início a escolha, e em seguida sentassem um em frente ao outro para conversar em tom baixo. Eu então escoli Aline que estava sentada ao meu lado no circulo. Eu já a conhecia antes, mas superficialmente, tínhamos feito uma oficina de teatro juntos no ano passado.
O comando seguido de Vlad era conhecera a árvore genealógica do parceiro. Então pedi para que Aline desse o primeiro passo. Ela tinha uma árvore complexa e muito interessante, demos boas risadas juntos. Em seguida era minha vez. Ela tinha sido tão sincera comigo que eu não via saída se não ser tão sincero quanto. Contei então tudo, tentando não parecer dramático ao contar sobre as doenças hereditárias da minha família e levando com humor as situações que eu vivia com eles. Em seguida tivemos um intervalo, fomo todos para a cantina conversar com nossos parceiros e dividir com os que não eram nossos parceiros as nossas histórias de vida.
Ao voltarmos para sala a tarefa era outra: contar de maneira rápida e dinâmica a nossa árvore, e ao final descrevermos nossos lares ideais. Como eu vi que estavam todos pensativos resolvi tomar iniciativa e contar a minha primeiro.
Já com todos sentados ainda no chão mais aglomerados a minha frente como um platéia comecei a falar. Primeiro apresentei-me e em seguida comecei descrever a minha árvore de baixo para cima começando por mim. PROBLEMA! Estava sendo tão aberto com Aline que me esqueci de me fechar um pouco mais para uma platéia maior! Uma coisa é dividir os segredos e desgraças de sua família com uma única pessoa e outra é dividir com trinta e sete pessoas.
Enfim fui falando o que me vinha a cabeça, graças a Deus, em alguns momentos me lembrava da quantidade de gente pra quem eu falava e tentava ser um pouco mais bem humorado. Em um momento acabei por falar da cegueira de minha avó e da visão debilitada da minha família, e ao olhar pra platéia vejo olhares de pena que me provocavam uma mistura de constrangimento e raiva de mim mesmo. Não queria ficar com imagem de “pobre coitado moribundo” mas já estava feito. Por fim dei uma revira-volta na pena coletiva com um comentário bem humorado sobre minha família que causou risadas coletivas, e me aliviou a tenção.
Em seguida me sentei e ouvi as belas historias daqueles atuais desconhecidos, uma mais intrigante que a outra. Quando não me impressionava com historia me impressionava com o modo claro e didático e com uma ótima dicção que muitos deles falavam. E por fim, veio ele! O ate então falecido Dever De Casa! Vlad queria que em um lençol branco espessássemos nossas árvores genealógicas e trocessemos para a próxima aula!
Assim se deu fim a minha primeira aula na Universidade Federal do Pará! Empacando mais foi! Uma nota de 0 a 10?…acho que 8, devido a minha falta de autocrítica mas tudo bem
eu sou assim mesmo! Fazer o que né?
La estava eu na ETDUFPA – Escola de Teatro e Dança da UFPA. Um prédio com característica neoclassicistas – muito bem conservado diga-se de passagem - todo pintado em em tons salmão e marrom com muitos detalhes em madeira. A euforia do momento me fazia associado a Hogwarts a escola de Harry Potter devido a sua arquitetura. Logo fui para a cantina nos fundos da escola em frente ao teatro esperando encontrar algum conhecido ou quem sabe conhecer alguém.
A primeira aula se chamava “Trajetórias do Ser” (o motivo de hoje eu estar aqui escrevendo neste blog) aula essa que eu não fazia idéia do que se tratava! Perguntei um colega “o que ser trajetórias do ser?” e ele paciente mente me explicou que se tratava de uma aula de autoconhecimento q traçaria um mapa de cada um de nós - o que me assustou confesso! – e que era uma aula bem dinâmica.
Tomados pela euforia do primeiro dia como calouros, todos conversava e riam alto na lanchonete em frente ao teatro, e quando tínhamos nos dado conta já estávamos todos entrando em sala de aula, era a primeira vez que eu iria ver todos os meus novos colegas de sala, até então eu so tinha conhecido alguns poucos durante a semana acadêmica. Então estávamos todos la, sentados em circulo no chão da sala, uma sala com uma energia estranha pra mim, tinha as paredes todas pretas e o chão e o forro todo em madeira muito bem lustrada.
Já tendo todos chegado, eu enfim conseguia ver os rostos de cada um dos meus colegas de sala que por tanto tempo idealizei, nem um batia com os da minha imaginação - como de costume – mais me pareciam em maioria muito simpáticos, suas roupas coloridas entravam em contraste com o preto das paredes, fazendo parecer somente a professora - a única toda de preto – fosse a única que fazia parte daquele todo. Ela ficou feliz por ter toda aquela variedade de etnias em sala, comentou de três meninas sentadas uma ao lado da outra - uma morena outra ruiva e outra loira - comentou também a mim, elogiando meus traços e cor da minha pele – eu tímido como sempre abaixei a cabeça sem jeito – e depois comentou sobre tantos outros alunos um com traços árabes outro com traços indígenas. Percebi que realmente tínhamos uma sala com etnias bem variadas.
Fomos então apresentados a nossa professora, ela era a única sentada em uma cadeira na sala, muito simpática, tinha uma fisionomia forte e robusta me lembrando um pouco a professora de Herbologia de Harry Potter, vestia uma camiseta e uma saia longa – ambas pretas – ela se chamava Vlad. Depois de se apresentar e explicar do que se tratava a aula – confirmando o que o colega da cantina tinha me dito – seu primeiro pedido foi que tirássemos tudo o que não nos era necessário naquela aula. Alguns tiraram pulseiras, brincos e anéis, alguns meninos tiraram a blusa – um chegou a ficar de cueca – e tive até a impressão de ter visto uma das meninas sem o short, já eu mais tímido tirei uma nota de dois reais que tinha no bolso e meus óculos. Ah! Antes que me esqueça entre um pedido e outro ela pediu que freássemos um blog - e por isso estou aqui – com comentários sobre as nossas aulas com ela. PS.: VALENDO PONTO HEIN!!!
A tarefa seguinte era escolher um dos colegas de sala e chamalo para conversar e conhecelo melhor. Não demorou muito para que se desse início a escolha, e em seguida sentassem um em frente ao outro para conversar em tom baixo. Eu então escoli Aline que estava sentada ao meu lado no circulo. Eu já a conhecia antes, mas superficialmente, tínhamos feito uma oficina de teatro juntos no ano passado.
O comando seguido de Vlad era conhecera a árvore genealógica do parceiro. Então pedi para que Aline desse o primeiro passo. Ela tinha uma árvore complexa e muito interessante, demos boas risadas juntos. Em seguida era minha vez. Ela tinha sido tão sincera comigo que eu não via saída se não ser tão sincero quanto. Contei então tudo, tentando não parecer dramático ao contar sobre as doenças hereditárias da minha família e levando com humor as situações que eu vivia com eles. Em seguida tivemos um intervalo, fomo todos para a cantina conversar com nossos parceiros e dividir com os que não eram nossos parceiros as nossas histórias de vida.
Ao voltarmos para sala a tarefa era outra: contar de maneira rápida e dinâmica a nossa árvore, e ao final descrevermos nossos lares ideais. Como eu vi que estavam todos pensativos resolvi tomar iniciativa e contar a minha primeiro.
Já com todos sentados ainda no chão mais aglomerados a minha frente como um platéia comecei a falar. Primeiro apresentei-me e em seguida comecei descrever a minha árvore de baixo para cima começando por mim. PROBLEMA! Estava sendo tão aberto com Aline que me esqueci de me fechar um pouco mais para uma platéia maior! Uma coisa é dividir os segredos e desgraças de sua família com uma única pessoa e outra é dividir com trinta e sete pessoas.
Enfim fui falando o que me vinha a cabeça, graças a Deus, em alguns momentos me lembrava da quantidade de gente pra quem eu falava e tentava ser um pouco mais bem humorado. Em um momento acabei por falar da cegueira de minha avó e da visão debilitada da minha família, e ao olhar pra platéia vejo olhares de pena que me provocavam uma mistura de constrangimento e raiva de mim mesmo. Não queria ficar com imagem de “pobre coitado moribundo” mas já estava feito. Por fim dei uma revira-volta na pena coletiva com um comentário bem humorado sobre minha família que causou risadas coletivas, e me aliviou a tenção.
Em seguida me sentei e ouvi as belas historias daqueles atuais desconhecidos, uma mais intrigante que a outra. Quando não me impressionava com historia me impressionava com o modo claro e didático e com uma ótima dicção que muitos deles falavam. E por fim, veio ele! O ate então falecido Dever De Casa! Vlad queria que em um lençol branco espessássemos nossas árvores genealógicas e trocessemos para a próxima aula!
Assim se deu fim a minha primeira aula na Universidade Federal do Pará! Empacando mais foi! Uma nota de 0 a 10?…acho que 8, devido a minha falta de autocrítica mas tudo bem
eu sou assim mesmo! Fazer o que né?
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